NOVA DIRETRIZ MUDA ORIENTAÇÕES SOBRE TRATAMENTO DA TIREOIDE NA GESTAÇÃO
FOTO: INTERNET Novas recomendações para o tratamento de alterações da tireoide durante a gestação mudaram a orientação para algumas pacientes. A atualização foi divulgada nesta sexta-feira (28) pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia e pela Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia.
A principal mudança é para gestantes que apresentam anticorpos contra a tireoide, o chamado anti-TPO, mas têm a função da glândula normal. Nesses casos, o uso preventivo da levotiroxina não é mais recomendado, porque estudos não identificaram redução nos riscos de aborto ou parto prematuro.
Mesmo sem o uso do medicamento, essas gestantes devem continuar sendo acompanhadas, porque o anticorpo positivo indica maior risco de desenvolver hipotireoidismo durante a gravidez.
Outra mudança envolve o hipotireoidismo subclínico, quando o TSH está elevado, mas o T4 livre permanece normal. Para níveis de TSH entre 4 e 10 mUI/L, o tratamento passa a ser priorizado no primeiro trimestre. Se a alteração for identificada apenas no segundo ou terceiro trimestre, a recomendação é acompanhar a função da tireoide e iniciar a medicação, nesse período, principalmente quando o TSH ultrapassar 10 mUI/L.
No Brasil, continua a recomendação de rastrear precocemente a função da tireoide em todas as gestantes. Entre os fatores que aumentam o risco estão histórico de doenças da tireoide, doenças autoimunes, histórico familiar, infertilidade e dois ou mais abortamentos.
As novas orientações também tratam da ingestão de iodo. A suplementação não será indicada para todas as gestantes de forma automática e deverá ser individualizada, principalmente nos casos de risco de ingestão insuficiente.
Segundo as entidades médicas, o objetivo da atualização é identificar quem realmente precisa de tratamento e evitar o uso desnecessário de medicamentos durante a gestação.






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