BRASIL BUSCA RECUPERAR FÓSSEIS DE DINOSSAUROS E OUTROS PATRIMÔNIOS EM 14 PAÍSES
FOTO: AGÊNCIA BRASIL O governo brasileiro, em parceria com o Ministério Público, instituições científicas e pesquisadores, trabalha para recuperar fósseis de dinossauros e outros patrimônios naturais e culturais que estão espalhados por pelo menos 14 países. Atualmente, existem cerca de 20 negociações internacionais em andamento para a repatriação desses bens.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores (MRE), os Estados Unidos lideram a lista de países com maior número de pedidos de devolução, com oito processos abertos. Em seguida aparecem Alemanha (quatro), Reino Unido (três), Itália (duas), além de França, Suíça, Irlanda, Portugal, Uruguai e Japão, com um pedido cada. Já solicitações feitas à Espanha e à Coreia do Sul foram negadas.
Um dos casos mais emblemáticos envolve o dinossauro Irritator challengeri, retirado ilegalmente da Chapada do Araripe, no Ceará, e levado para a Alemanha em 1991. Um acordo firmado entre os dois países prevê a devolução do fóssil ao Brasil.
Nos últimos anos, o Brasil também conseguiu importantes vitórias na recuperação de patrimônios históricos, como o retorno do manto Tupinambá, que estava na Dinamarca desde o século XVII, além da repatriação de 45 fósseis da Bacia do Araripe que estavam na Suíça.
Especialistas apontam que a retirada ilegal desses materiais representa uma forma de "colonialismo científico", já que muitos fósseis e peças de valor histórico foram levados para museus estrangeiros, prejudicando a pesquisa, a educação e o potencial turístico das regiões brasileiras onde foram encontrados.








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