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Rio Verde,24/02/2026

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NO FIM DO MANDATO, CAIADO DERRUBA TAXA QUE CRIOU E TENTA ESTANCAR DESGASTE COM O AGRO

NO FIM DO MANDATO, CAIADO DERRUBA TAXA QUE CRIOU E TENTA ESTANCAR DESGASTE COM O AGRO


NO FIM DO MANDATO, CAIADO DERRUBA TAXA QUE CRIOU E TENTA ESTANCAR DESGASTE COM O AGRO

Faltando poucos dias para deixar o governo de Goiás, o governador Ronaldo Caiado (PSD) anunciou o fim da chamada Taxa do Agro — medida que ele próprio criou e defendeu ao longo dos últimos três anos.


A decisão ocorre após o tema ser explorado de forma recorrente pelo ex-governador Marconi Perillo (PSDB), que voltou a percorrer o estado prometendo extinguir a cobrança. Nos bastidores, a revogação é vista como um movimento político tardio e estratégico.


Criação da taxa gerou revolta


Quando o projeto foi enviado à Assembleia Legislativa, produtores rurais reagiram com protestos intensos. As galerias ficaram lotadas, houve tumulto e quebra-quebra. À época, o sentimento no setor era de traição, já que, durante a campanha, Caiado havia criticado duramente a criação de tributos sobre o agro, classificando a medida como um “assalto ao produtor”. Mesmo sob forte pressão, a taxa foi mantida.


Arrecadação bilionária e questionamentos


Desde a implementação, a cobrança teria arrecadado quase R$ 3 bilhões, sob a justificativa de investimento em infraestrutura. A controvérsia aumentou quando surgiu a proposta de operacionalizar os recursos por meio da IFAG, organização social criada no âmbito do governo estadual.

O modelo previa execução de projetos fora do rito tradicional de licitação. A iniciativa acabou sendo barrada pela Justiça Federal após denúncias de possível superfaturamento, ampliando o desgaste político da medida.


Pressão política


Aliado de Perillo, o pré-candidato a deputado federal Felipe Cecílio afirmou nas redes sociais que a decisão do governo foi motivada pela pressão política. Segundo ele, Perillo prometeu em diversas agendas que extinguiria a taxa no primeiro dia de um eventual novo mandato.


A revogação, às vésperas da transição, reacende o debate sobre coerência política e responsabilidade fiscal. Para críticos, o gesto soa como tentativa de apagar um desgaste acumulado junto ao principal setor econômico do estado.




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