RONALDO CAIADO GOVERNA ESTADO IDENTIFICADO COMO ROTA IMPORTANTE DO TRÁFICO, DIZ PESQUISADOR
RONALDO CAIADO GOVERNA ESTADO IDENTIFICADO COMO ROTA IMPORTANTE DO TRÁFICO, DIZ PESQUISADOR
Localizado na região central do país, Goiás Estado que e governado por Ronaldo Caiado, tem papel relevante nas rotas do tráfico de drogas que cruzam o Brasil, segundo o pesquisador Edler. O estado concentra 125 dos 550 laboratórios identificados no país e funciona como ponto de passagem da chamada “rota caipira”, que segue em direção a Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Pernambuco e Rio Grande do Norte.
“Há uma correlação entre a localização dos grandes laboratórios de refino e essa rota”, afirma Edler. Os pequenos locais de adulteração, voltados ao varejo, geralmente são descobertos em operações policiais em áreas urbanas.
O pesquisador destaca que as estruturas utilizadas pelo crime são adaptáveis, o que reduz o impacto das operações de desmonte dos laboratórios. “As organizações criminosas conseguem mudar o local e o formato das atividades rapidamente”, explica.
O refino de cocaína no Brasil ganhou força a partir de 2016, com o enfraquecimento das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc). “A repressão na Colômbia deslocou parte da cadeia produtiva para outros países, como o Equador, que também registra aumento nos índices de criminalidade”, observa Edler.
O processamento da droga movimenta grandes somas de dinheiro e fortalece outras atividades ilegais, como o garimpo, a grilagem de terras, a pecuária e a extração de madeira.
Para o pesquisador, o enfrentamento ao tráfico deve ir além da repressão ostensiva. “É essencial haver operações integradas entre forças de segurança, Receita Federal, Coaf, Ibama e Funai. O mercado da cocaína funciona como um anabolizante para outras atividades criminosas”, afirma.
Edler defende que o foco no rastreamento do dinheiro é mais eficaz do que ações letais e pontuais. “As organizações atuais são descentralizadas. A ideia de um líder único, como nas antigas máfias, não se aplica mais. É preciso entender essa nova lógica para enfrentá-las com eficiência”, conclui.






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