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Rio Verde,19/10/2026

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Goiás lidera a produção nacional de tomate, mas safra de 2026 deve ser 18,5% menor que a de 2025

IBGE estima 1,34 milhão de toneladas no estado, que mantém a maior área plantada e o maior rendimento médio do país; Silvânia é o maior produtor municipal


Goiás lidera a produção nacional de tomate, mas safra de 2026 deve ser 18,5% menor que a de 2025 FOTO: SEAPA

Goiás segue como o maior produtor de tomate do Brasil, com 1,34 milhão de toneladas previstas para 2026, segundo a estimativa de setembro do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgada na quinta-feira (15) pelo IBGE. O estado também tem a maior área plantada, de 14,6 mil hectares, e o maior rendimento médio, de 92,1 toneladas por hectare. O cultivo é voltado principalmente à indústria.

O volume previsto vem depois de duas safras recordes: 1,46 milhão de toneladas em 2024 e 1,65 milhão em 2025. Em relação a esses anos, a queda estimada é de 18,5% e 8,1%, respectivamente. O recuo acompanha o cenário nacional, em que a estimativa caiu de 4,75 milhões para 4,37 milhões de toneladas. Goiás lidera o ranking desde 2024.

O secretário de Agricultura, Ademar Leal, afirmou que o cultivo voltado à indústria movimenta várias etapas da atividade agropecuária e contribui para a economia do estado, e atribuiu a liderança ao trabalho dos produtores.

Polos produtores

Pela Produção Agrícola Municipal (PAM) 2025, do IBGE, Silvânia ficou em primeiro lugar entre os municípios goianos, com 361 mil toneladas, alta de 77,3% sobre 2024. Cristalina, líder no ano anterior, ficou em segundo, com 277,5 mil toneladas, seguida de Morrinhos, com 193 mil. Juntos, os três respondem por pouco mais da metade da produção estadual e por 17,8% do total brasileiro.

Mercado







Em 2025, o tomate somou R$ 8,5 bilhões em Valor Bruto da Produção (VBP) em Goiás, o equivalente a 40,8% do total nacional da cultura, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). No comércio exterior, o estado exportou 1,2 mil toneladas de derivados do tomate no ano passado, com receita de US$ 969,1 mil. O suco de tomate respondeu por 70,1% do valor exportado, e ketchup e molhos, por 29,9%.




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