Goiás tem superávit de US$ 6,2 bilhões na balança comercial de janeiro a setembro e passa de US$ 10 bilhões em exportações
Complexo soja responde por metade das vendas externas; China compra 43% do que o estado exporta e Rio Verde lidera entre os municípios
Goiás registrou superávit de US$ 6,243 bilhões na balança comercial de janeiro a setembro de 2026, segundo a Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC). As exportações somaram US$ 10,704 bilhões, e as importações, US$ 4,461 bilhões. Só em setembro, o saldo positivo foi de US$ 588 milhões, resultado de US$ 1,018 bilhão exportado e US$ 430 milhões importado.
O que o estado vende
O complexo soja liderou os embarques, com US$ 5,4 bilhões, o equivalente a 50,59% do total exportado no período. As carnes ficaram em segundo lugar, com US$ 2,2 bilhões (20,91%). A carne bovina sozinha respondeu por 16,23% das exportações goianas, e os embarques de carne de aves cresceram 24,94% em relação aos nove primeiros meses de 2025.
Também se destacaram as ferroligas, com US$ 708 milhões (6,62%), e os minérios de cobre, com US$ 617 milhões (5,77%). Os minérios de cobre tiveram alta de 79,97% no acumulado do ano na comparação com o mesmo período de 2025.
Para onde vai
A China segue como principal destino, com compras de US$ 4,6 bilhões, ou 43,19% do total. Depois aparecem Estados Unidos (6,49%), Espanha (3,86%), Países Baixos (3,36%) e Canadá (2,76%).
Municípios
Rio Verde lidera as exportações, com US$ 2,7 bilhões e 25,60% do total estadual. Na sequência estão Jataí (7,80%), Alto Horizonte (6,52%), Mozarlândia (5,82%) e Palmeiras de Goiás (3,71%).
Nas importações, Anápolis concentra 44,68% do que o estado compra no exterior. Depois vêm Catalão (19,50%), Aparecida de Goiânia (13,79%) e Goiânia (10,61%). Segundo a SIC, as compras são voltadas principalmente ao abastecimento industrial e à modernização do parque fabril goiano.
Avaliação do governo
Para o secretário de Indústria, Comércio e Serviços, Joel Sant’Anna Braga Filho, os números confirmam a capacidade de Goiás de gerar valor e manter a competitividade. Ele atribuiu o resultado à força do parque produtivo e do agronegócio e à estratégia de desenvolvimento do governador Daniel Vilela, aliada ao trabalho dos empresários.






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