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Rio Verde,13/10/2026

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Morte de serralheiro após picadas de formigas em pescaria em Goiás chama atenção para o risco da formiga-de-fogo

Espécie, conhecida como lava-pés, é venenosa e extremamente agressiva, segundo o Butantan; vítima era alérgica, diz o irmão


Morte de serralheiro após picadas de formigas em pescaria em Goiás chama atenção para o risco da formiga-de-fogo FOTO: G1 GOIÁS

O serralheiro Jorge Alves Lopes, de 61 anos, morreu depois de ser picado por formigas durante uma pescaria na beira do Rio Turvo, em São João da Paraúna, no oeste de Goiás. Segundo o irmão dele, os insetos são conhecidos como formigas-de-fogo, espécie que o Instituto Butantan classifica como venenosa e extremamente agressiva.

Jorge morava em Goiânia e visitava o irmão, Benedito dos Reis Lopes. No sábado, os dois foram pescar, acompanhados por um sobrinho da vítima. De acordo com Benedito, Jorge levou várias picadas e logo sentiu falta de ar. Ele contou que o irmão chegou a dizer que parecia que algo o estava “tampando” e desmaiou. O irmão e o sobrinho o levaram ao pronto-socorro da cidade. Benedito afirmou que Jorge já havia sido picado em outra ocasião e que era alérgico.

O que é a formiga-de-fogo

A espécie, também chamada de lava-pés, é de origem sul-americana e está entre as mais comuns do mundo, segundo o biólogo Edson Abrãao. Ela tem alimentação variada e injeta veneno na picada. O biólogo explica que o ferrão fica preso ao abdômen e o inseto o movimenta várias vezes, geralmente no pé, o que causa sensação de queimação.

Risco para alérgicos

Para pessoas alérgicas, o risco é maior. Segundo Abrãao, como na picada de abelha, a pessoa pode morrer ou não. Em casos graves, a picada pode causar aumento da pressão arterial, parada cardiorrespiratória e inchaço na garganta, que impede a passagem de ar para os pulmões.

Praga invasora








O Butantan classifica as formigas-de-fogo como pragas invasoras. Elas podem atingir áreas urbanas, danificar equipamentos de construções e prejudicar lavouras, já que, sem predadores naturais, desequilibram o ecossistema. O veneno, por outro lado, é estudado para o desenvolvimento de inseticidas, antibióticos, quimioterápicos e produtos contra fungos.




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